Faça o que você acredita

2 de setembro de 2018

Muitas vezes, para se alcançar um propósito ou um resultado, é preciso fazer as coisas do jeito que você acredita, e não da maneira tradicional, engessada ou imposta, mas desde que isso não fira a integridade de alguém ou prejudique as pessoas.

Steve Jobs acreditava que o computador poderia ser algo pessoal, poderia ser uma ferramenta extraordinária para as pessoas em suas casas e não somente em empresas. Não faltaram pessoas o chamando de louco e desacreditando na mudança e impacto que ele desejava causar. Pois bem, sabemos que ele foi determinado neste caminho e hoje desfrutamos muito do impacto que ele causou.

Mas, para ilustrar com outro exemplo, vamos para 1936, para a cidade de Nova York, onde mais de 17 mil espectadores posicionaram-se nas arquibancadas do Madison Square Garden, para acompanhar o jogo de Basquete entre o Long Island University, que vinha de uma sequência de 43 vitórias, e o time de Stanford. Nesse dia as pessoas presentes assistiram não só a quebra da sequência de vitórias do Long Island University, mas algo que mudaria para sempre a forma dos atletas realizarem seus arremessos.

Hank Luisetti, um jovem atleta do time de Stanford, tinha uma maneira inusitada de arremessar, bem diferente da forma tradicional, pois dava um pequeno pulo e arremessava a bola com apenas uma das mãos. Até então, todos os atletas arremessavam com as duas mãos e sem dar o pequeno pulo, por isso ele ouviu muita reclamação, resistência vindo de vários lugares e treinadores diziam que não era assim que se fazia um arremesso. Claro, ele colaborou para que seu time conseguisse vitórias, ele não mudou o jogo em seu objetivo, que era fazer mais cestas (pontos) que o adversário. Ele mudou a maneira de alcançar esse propósito, mudou a forma, tanto que hoje, não conseguimos nem imaginar um arremesso sem um movimento de “pulinho” e sem que seja com uma mão priorizando o arremesso.

Outro exemplo é o do atleta Dick Fosbury, criador do salto de costas, o “Salto Fosbury”, no salto em altura. Nos Jogos Olímpicos de 1968, no México, ele ganhou a medalha de ouro e estabeleceu um novo recorde olímpico ao saltar 2,24m, mostrando a eficácia de sua nova técnica. Ele também viu reações da comunidade do salto em altura criticando e debochando de sua técnica, mas ele provou que essa era uma técnica vitoriosa. O “Salto Fosbury” rapidamente se tornou popular e hoje é a técnica mais utilizada pelos atletas de salto em altura.

Portanto, se você acredita de verdade em uma abordagem não tradicional, mas que pode resultar na realização de seus propósitos e transformação positiva para você e para as pessoas, siga em frente. Críticas virão, descaso pode ocorrer, você pode ter que reorganizar alguns pontos, mas siga firme, siga determinado, siga com fé. Falhar faz parte do aprendizado e da construção do sucesso, essas situações aconteceram com pessoas que realizaram coisas extraordinárias. Por isso, faça o que você acredita, faça o que precisa ser feito.

Autor
Eduardo Colamego
Eduardo Colamego
Consultor, escritor e palestrante.

Consultor, escritor e palestrante, especialista em liderança, desenvolvimento de pessoas e negócios. Possui grande experiência em liderança e gestão de equipes de alto desempenho, treinamento e RH. Coordena atualmente o Programa de Orientação para o Trabalho junto da ELECAMP – Escola do Legislativo de Campinas, onde o alcance deve chegar a 10 mil jovens até 2017, e o departamento de Recursos Humanos da Consulfarma.

Postado em Blog por farmaciaqueiroz